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A diferença entre um activo ser cotado em euros e ter cobertura cambial

2020.9.23 Luis Silva

Se devemos ou não ter cobertura cambial nos nossos investimentos é uma decisão complexa. Há inúmeros bons artigos sobre isso dos quais destaco um da Vanguard.

Embora seja algo que pretendamos aprofundar em artigos futuros este em particular não é sobre se devemos ou não ter cobertura cambial, mas sim sobre se os activos que compramos têm ou não essa cobertura cambial. Esta recente desvalorização do dólar ao mesmo tempo que o S&P 500 fez novos máximos deixou alguns investidores espantados com o facto de o ETF ou fundo de investimento em que investiram não estarem a valorizar.

 
 

Nota: Deverá virar o telemóvel para uma melhor visualização da imagem

 

Isto porque compraram esses activos cotados em euros e intuitivamente pensaram que não tinham risco cambial. Contudo, a moeda em que o activo financeiro é cotado não tem necessariamente ligação com o facto de esse activo ter ou não cobertura cambial.

Muito resumidamente, um activo pode ser cotado em euros e não ter cobertura cambial. Da mesma forma pode ser cotado em euros e ter cobertura cambial. Não há uma ligação directa. É apenas a moeda em que o ETF ou fundo de investimento é cotado.

A cobertura cambial deve ser algo que devemos ter em consideração na escolha do activo a investir e esse aspeto até se encontra normalmente no nome dos activos.

 

Um activo pode ser cotado em euros  e não ter cobertura cambial. Da mesma forma pode ser cotado em euros e ter cobertura cambial. Não há uma ligação directa.

 

Quando as pessoas leem que os mercados acionistas americanos fizeram máximos e que recuperaram muito rapidamente dos mínimos deste ano estão a ler sobre o S&P 500 sem risco cambial e isso pode acabar por não se refletir na performance do ETF ou fundo de investimento que possuem.

Desta forma podemos ver hipoteticamente um MSCI USA em Euros sem hedge/cobertura câmbial vs um MSCI USA em euros com hedge/cobertura câmbial a ter uma performance algo diferente na força com que estão a recuperar devido à desvalorização do dólar nestes meses mais recentes.

 
 

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Ter ou não cobertura cambial é uma decisão que devemos fazer conscientemente. Há vantagens e desvantagens que iremos explorar noutros artigos, mas é essencial sabermos se os ativos têm ou não essa cobertura cambial, antes de investirmos nos mesmos.

Sejam ETFs da Vanguard, iShares, Invesco ou fundos de investimento da Goldman Sachs ou JP Morgan podemos encontrar muitas vezes diferentes versões cotadas em euros, que poderão ter ou não cobertura cambial. Devemos sempre ter o cuidado de ler e estudar para esclarecer dúvidas antes de comprar qualquer activo financeiro.

Luis Silva
Luis Silva

Licenciado em Economia (2006) e pós-graduado em Finanças pela Universidade Católica do Porto (2010), apercebeu-se, mais tarde, que partilhava o mesmo entusiasmo por programação.

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